Ajudando as crianças a entenderem a dignidade dos outros

Todos os pais querem criar filhos que saibam como respeitar sua própria dignidade e a dignidade dos outros, mas como você pode fazer isso?

Na Teologia do Corpo, São João Paulo II argumentou que o oposto de amor não é ódio. O oposto de amor é o “uso” – isto é, quando você usa alguém. Quando você ama alguém, você a trata como uma pessoa. Você a estimula. Você a faz se sentir especial. De algum modo, grande ou pequeno, você a ajuda a se tornar uma versão mais forte, melhor, mais feliz, mais saudável ou até mais santa de si mesma. Isso é o que o amor faz.

Porém, quando você usa alguém, você a trata como uma coisa, uma ferramenta ou outro objeto. Se eu sou legal com alguém porque eu o amo, o incentivo, então, eu o trato como uma pessoa. Mas se eu sou legal com alguém porque eu quero alguma coisa em troca, eu estou usando essa pessoa, deixando-a para baixo, eu a trato como uma coisa.

São João Paulo disse que, porque as pessoas foram feitas à imagem e semelhança de Deus, os seres humanos têm o direito de serem amados como pessoas e nunca usados como coisas. Nós respeitamos nossa própria dignidade quando nos recusamos a sermos usados pelos outros. E respeitamos a dignidade dos outros quando nos recusamos a usá-los ou tratá-los como coisa. A única resposta apropriada para qualquer ser humano – nós ou os outros – é o amor.

A pregadora católica Mary Beth Bonacci deu uma excelente ilustração disso em seu livro “Real Love”, no qual ela faz uma distinção entre o “amor real” e o que ela chama de “amor à pizza”. Em resumo, eu posso amar pizza, eu posso desejar uma fatia de uma pizza deliciosa e pegajosa. Mas se eu acidentalmente derrubar minha pizza no chão, certamente eu não dedicaria minha vida para limpá-la e ajudá-la a se tornar a melhor pizza que ela pudesse ser de novo. Eu não daria minha vida para remontar a pizza por inteiro. Certamente não estaria disposto a morrer para salvar minha pizza. No melhor dos casos, eu rasparia a pizza do chão, a jogaria fora e pegaria outro pedaço. Quão terrível seria tratar as pessoas dessa maneira?

Se eu tenho um amor verdadeiro por alguém, eu nunca o usaria ou jogaria fora. Eu faria tudo que pudesse para o fazer feliz, saudável, forte e santo. Eu o serviria. Eu o complementaria. Eu o ajudaria. Faria qualquer coisa por ele – até morreria.

Quando você estiver lendo com seus filhos ou assistindo um programa de TV ou filme, pergunte a eles: “Vocês acham que essa pessoa realmente amou fulano de tal? Ou o amou como se fosse um pedaço de pizza?”. Converse sobre isso. Quando eles comentarem sobre a forma como seus amigos se tratam, peça-os para refletir se o comportamento de seus amigos – ou deles mesmos – representa o amor verdadeiro ou o amor à pizza. Relembre-os que o verdadeiro amor sempre trabalha para o bem de outra pessoa.

Crianças entre 3 e 4 anos podem entender a diferença entre amor verdadeiro e amor pela pizza. Encorajar seus filhos a sempre agirem entendendo que as pessoas valem mais que pizzas é uma maneira simples de desafiá-los a respeitar sua própria dignidade e a dignidade dos outros.

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Autor: Gregory Popcak

O Dr. Gregory Popcak é o fundador e diretor executivo do Instituto de Soluções Pastorais (CatholicCounselours.com). Autor de mais de 20 livros e programas populares que integram sólida teologia católica e psicologia de aconselhamento, ele é um especialista nas aplicações práticas de Teologia do Corpo de São João Paulo II.

Fonte: Teaching Catholic Kids

Traduzido por Guilherme Guimarães de Miranda – Membro da Rede de Missão Campus Fidei, servindo no Núcleo de Comunicação.

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